sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Ensino de Ciências com a Leitura e Escrita

Segundo o site :http://revistaescola.abril.com.br/biblioteca-virtual/necessaria-renovacao-ensino-ciencias
Insanidade é fazer o mesmo várias vezes esperando obter resultados diferentes", diz uma famosa frase atribuída ao físico Albert Einstein (1879-1955). O mesmo pode-se dizer do papel que nós, professores, precisamos exercer: sempre buscar obter melhorias na aprendizagem de nossos alunos. 
"Para uma renovação do ensino de Ciências, precisamos não só de uma renovação epistemológica dos professores, mas que essa venha acompanhada por uma renovação didático-metodológica de suas aulas. Agora não é só uma questão de tomada de consciência e de discussões epistemológicas, é também necessário um novo posicionamento do professor em suas classes para que os alunos sintam uma sólida coerência entre o falar e o fazer. Este é um ponto bastante complexo, pois os professores para o desenvolvimento de suas aulas necessitam de materiais instrucionais coerentes com uma proposta de ensino como investigação, o que implica uma renovação também destes programas de atividades."

Trechos retirados do livro de por um grupo de especialistas capitaneado pela pesquisadora Anna Maria Pessoa de Carvalho, busca responder a essas e outras questões tão presentes na realidade escolar.




sábado, 28 de setembro de 2013

Texto: A história de Jeca Tatu

JECA TATUZINHO

DE MONTEIRO LOBATO
Adaptação de Maria R. do Amaral
Tema: Higiene, Saúde e Trabalho

           Jeca morava no sitio. Era solteirão, por isso vivia só. Não totalmente, porque tinha um cão preto, sempre por perto. O apelido de Jeca Tatu advém da maneira como vivia. Caipira assumido e sempre muito sujo. Daí o TATU que é um animal que vive em buracos na terra.

          Morava em uma tapera cheia de buracos, onde a lua faz clarão. Também não consertava nada. No quintal só se viam um frangainho magricela, um patinho sem mãe e uma leitoazinha que corria por todos os lados em busca de alguma comida.
          Jeca, de cócoras, no quintal tomava sol. Não calçava, pois não tinha sapatos. Um chapéu de palhas, camisa xadrez e uma calça surrada.


           Plantar? Qual o que. Tinha muita preguiça. Meia dúzia de covas para o plantio do milho, e já entregava a rapadura. Buscar lenha no mato, era outra dificuldade. Vinha sempre com uns poucos gravetos nas costas.

          O melhor era descansar. Deitava-se em baixo de una árvore e ferrava no sono. O cãozinho aderira a vida e o caráter do dono. Estirado nas pernas do Jeca dormia a sono solto.
Ah! Mais a marvada da pinga, estava sempre por perto. Era o que atrapalhava e muito.


           Um dia passou por ali um médico que ao ver o Jeca, naquele estado de penúria, e amarelo de tanta debilidade física, compadeceu-se dele e pediu para que mostrasse a língua. Logo em seguida disse; Você esta com a língua muito suja. Com certeza está com estômago e intestinos em mau estado. Venha á cidade em meu consultório, que vou providenciar uns exames e ver como está sua saúde.

          Jeca foi ao consultório do Doutor e depois e feito alguns exames, o médico concluiu que ele precisava fazer um bom tratamento, alimentar-se melhor e deixar a cachaça.


           Além do mais, você precisava andar calçado, pois pela sola dos pés, é que passam os micróbios que danificam a sua saúde. Mostrou através de uma lente de aumento a ação dos micróbios. Jeca ficou abismado com o que ficou sabendo. Até o cãozinho preto do caipira estava de testemunha do que o doutor falava.

          Na volta para casa, Jeca passou na farmácia e já mandou aviar a receita Eram algumas vitaminas e Biotônico Fontoura um fortificante porreta. Comprou também algumas frutas e legumes ovos e leite, passando a se tratar melhor.


           E não deu outra. O nosso Jeca começou a ficar forte e passando a mão em um machado, cortava lenha em abundância. Depois quando ia ao mato buscar lenha, trazia um belo feixe na cabeça Começou a tomar gosto pela coisa e a sua plantação de milho, feijão e mandioca começou a produzir.

          Saia para caçar e não tinha medo de nada. Ouvia a onça rugir e enfrentava a danada com socos e queda de braços. As feras corriam logo, embrenhavam-se pelo mato e Jeca ficava vitorioso no confronto. Sua fama alastrou-se na redondeza.


           Ficou gordo e bonitão. Arrumou até casamento.
          Fez uma casa maior e bem feita, com varanda e tudo mais. Andava de chapelão e botas. Teve filhos que ele também não deixava que andassem descalços. Pois sabia agora quanto vale a saúde.
          Tão compenetrado era, com respeito a isso, que até seus porcos e galinhas, tinham botinas.

          Criava porcos em pocilgas bem construídas e duas vezes por ano, levava-os em seu caminhão
          Para vende-los no mercado da cidade. Comprou mais terras e formou uma pequena fazenda a quem deu o nome de Fazenda Feliz.


           A sua vida, ficou totalmente modificada e para muito melhor. Tinha telefone, e uma TV que via á noite, sentado em uma cadeira de balanço.
          A sua casa era bem arrumada, com um relógio que batia as horas. Em fim, o nosso antigo caipira, era hoje homem de negócios e aos domingos, ia á cidade, cavalgando um belo cavalo alazão, soltando boas baforadas de seu charuto.

          Conclusão: O Jeca de outros tempos, agora transformado em seu estado de saúde e progresso financeiro era mesmo um vencedor na vida. Graças a modificação de sua conduta em relação a higiene, a saúde e ao trabalho.

http://www.techs.com.br/meimei/historias/historia66.htm

Poema : Dupla Humilhação

Humilhação destas lombrigas, humilhação de confessá-las a Dr. Alexandre, sério, perante irmãos que se divertem com tua fauna intestinal em perversas indagações:
“Você vai ao circo assim mesmo?
Vai levando suas lombrigas?
Elas também pagam entrada, se não podem ver o espetáculo?
E se, ouvindo lá de dentro. as gabarolas do palhaço, vão querer sair para fora, hem?
Como é que você se arranja?”
O que é pior: mínimo verme, quinze centímetros modestos, não mais -vermezinho idiota - enquanto Zé, rival na escola, na queda-de-braço, em tudo, se gabando mostra no vidro o novelo comprovador de seu justo gabo orgulhoso; ele expeliu, entre ohs! e ahs! de agudo pasmo familiar, formidável tênia porcina: a solitária de três metros".

(Carlos Drummond de Andrade)

Como evitar verminoses


Mantenha-se informado

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que mais de 2 bilhões de pessoas hoje estão infectadas com algum tipo de verme ou parasita. Estima-se que 60% dessas infecções têm associação a deficiências nutricionais, principalmente carência de ferro e vitaminas. Além disso, 2/3 da mortalidade mundial têm relação com doenças de veiculação hídrica, como as parasitoses.


Estas informações são preocupantes, pois se este quadro se apresenta para aqueles que tem água e esgoto sanitário, como será de fato a realidade das classes menos favorecidas? Não podemos esquecer que no Brasil ainda se planta, principalmente hortaliças, com estrume (fezes animais e, em alguns lugares, até humanas) e irrigam as plantações com água de rios ou nascentes contaminadas, indo à nossa mesa hortaliças extremamente contaminadas, que nem cloro, vinagre, limão, nada além do cozimento pode exterminar estes ovos e cistos de parasitas.

Em uma população que não tem o que se alimentar, o resultado da parasitose é devastador, e em classes mais favorecidas, encontraremos doenças cronificadas, dispepsias crônicas, obesidade, alergias respiratórias, etc. Nas crianças ocorre o comprometimento do crescimento físico e/ou mental, podendo levar à diminuição da imunidade, anemia, subnutrição, desnutrição e até a morte.

Verminose NÃO É SOMENTE UM PROBLEMA QUE AFETA CRIANÇAS DE BAIXA RENDA, mas acomete todo nosso Brasil. Para mudarmos este quadro, há necessidade de nos conscientizarmos da importância da informação e do conhecimento como maneiras preventivas no combate ou diminuição da incidência da verminose em nossa população.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Eixo Temático: Ser humano e Saúde.
Subtema: Saúde um direito da cidadania.
7º ano- 6ª série – Tema: Verminoses.
Tempo Estimado: 12 aulas.

Sondagem.
Questionar e instigar os alunos sobre:
- O que é verminose?
- Quais são as verminoses que você conhece ou já ouviu falar?
- Como podemos adquirir uma verminose?
- Verminose tem cura?
- Você conhece os diferentes sintomas de cada verminose?
- Você conhece alguém que já teve verminose? Como esta pessoa ficou?
- Quais as medidas de prevenção que devemos adotar para evitar a propagação desta doença?

Problematização.
Em sala trabalhar com os alunos em um estudo dirigido com uma notícia ou reportagem que descreva a ocorrência de verminoses na região Sudeste, em seguida, abordar o assunto com uma reportagem da ocorrência de verminoses no Brasil para questionar a maior ou menor incidência de verminoses nas diversas regiões do país para apontar possíveis causas.

Sugestão de textos:

Contextualização.
Trabalhar o ciclo de vida das verminoses, os sintomas e medidas profiláticas.
Discutir a relação entre a incidência de verminoses (maior ou menor) e comparar com as diferentes regiões do Brasil.
Solicitar pesquisa das características de saneamento básico, clima, água e hábitos de higiene da sua região (no caso, região Sudeste) com enfoque para maior e menor incidência de verminose, sintomas, tratamentos e medidas profiláticas.

Busca de dados.
Solicitar pesquisa das características locais da sua cidade como: saneamento básico, possibilidade de criadores de agentes transmissores, incidência de verminoses, sintomas, tratamentos, medidas profiláticas.

Aprendizagem Significativa
- Elaborar gráficos da incidência dos tipos de verminoses conhecidas, relatadas pelos alunos durante a primeira fase da atividade (sondagem).
- Elaborar gráficos das verminoses que foram trabalhadas em sala de aula.
- Criar cartazes informativos de prevenções das verminoses mais acentuadas na sua cidade (no caso, Campinas –SP).
Estes cartazes devem ser colados na escola e em pontos comerciais (farmácias, supermercados e padarias) próximos à escola.
- Criar panfletos sobre prevenções às verminoses e entregar nas casas próximas à escola.

Sistematização do Conhecimento.
Explicar e argumentar sobre:
Verminose em suas regiões.
Se a situação ou quadro da verminoses local é semelhante ou diferente das outras regiões estudadas.

Aplicação do Conhecimento.
Ser disseminador do que foi aprendido em casa e na comunidade.
Verificar as condições de saneamento básico da comunidade local e alertar a prefeitura sobre os fatos.

Avaliação.
Fase I
Aplicação de um quebra cabeça com o ciclo de vida das verminoses de maneira a verificar a compreensão do aluno quanto a identificação do ciclo e verificar a aquisição da habilidade de reconhecer e identificar o ciclo de vida e as características de cada verminose.
Fase II
Avaliação contínua da análise e percepção de que se o aluno está tendo efetiva participação na construção do seu conhecimento e na execução da atividades.
Fase III
Solicitar a elaboração de um mapa conceitual para analisar a aquisição e o desenvolvimento das habilidades de reconhecer, identificar, interpretar e aplicar as questões pertinentes as características dos ciclos de vida das verminoses, sintomas e medidas profiláticas.
Fase IV
Para verificar a habilidade de aplicação do conhecimento solicitar ao aluno a elaboração de um texto que descreva a relação entre a verminose e o saneamento básico com a higiene e com as medidas de prevenção.
Fase V à Recuperação
Leitura e interpretação de textos sobre os conceitos abordados. Elaboração de um texto a partir da leitura do texto anterior. Lista de exercícios como forma de revisão do conteúdo.